RETRATOS, LUGARES
E VOZES DE BOMBARDA

Conhece quem vive e cria em Bombarda. São as suas histórias que dão cor a este quarteirão cheio de energia e talento

POR DETRÁS DE CADA PORTA,
UMA HISTÓRIA

Filtrar por:
fotografia das convidadas e moderadora do podcast, da esquerda para a direita: Ana Pina, Ana Freitas, Patrícia Soares da Costa
Multimédia
Podcast Bombarda - Manual de Sobrevivência Digital para Criativos

Ser criativo, em alguns espaços de Bombarda, hoje, implica navegar entre o fazer artístico e as exigências do mundo digital. 

Neste episódio, exploramos como artistas e empreendedores equilibram criação, comunicação e tecnologia num contexto cada vez mais exigente. 

Com Ana Pina (Tincal Lab) e Ana Freitas (Coletivo Besta), e moderação de Patrícia Soares da Costa, a conversa percorre temas como websites, storytelling, redes sociais, inteligência artificial e chatbots — ferramentas que moldam o quotidiano criativo contemporâneo. 

Entre aprendizagens, desafios e estratégias, emerge uma visão prática e honesta sobre o que significa criar no século XXI — onde o digital não substitui, mas amplia o processo criativo. 

Porquê ouvir? 

O episódio Manual de Sobrevivência Digital para Criativos propõe uma reflexão sobre o equilíbrio entre criação artística e presença digital num contexto cada vez mais tecnológico. 

A conversa revela como os criativos de Bombarda transformam a tecnologia em aliada, encontrando formas de comunicar, vender e crescer sem perder identidade — um verdadeiro guia de sobrevivência para quem cria hoje. 

Ouvir aqui. 

Sobre o Podcast Bombarda 

O Podcast Bombarda é uma série criada pela equipa do Bombarda Digital que dá voz a quem constrói o Quarteirão no dia a dia — entre arte, comércio e comunidade. 

Cada episódio explora diferentes dimensões deste território criativo, revelando histórias, práticas e visões que ajudam a imaginar o futuro de Bombarda. 

SABER MAIS
Fotografia de João e Sol (da esquerda para a direita) no restaurante Frida
Criativos, Novidades, Por Dentro
Sol e João: o México que encontrou casa em Bombarda

No Frida, não se vai apenas jantar. Entra-se numa casa onde a comida é memória, celebração e identidade. Um lugar onde a tradição mexicana é vivida com rigor, mas também com emoção — e onde Bombarda surge como o cenário natural para esta narrativa.

“Há um compromisso em fazer com que cada prato tenha uma beleza própria e seja, em si mesmo, uma criação artística.”

Do primeiro encontro à construção de uma vida em comum

P: A vossa primeira ligação aconteceu enquanto estudantes Erasmus na Polónia. Quando se conheceram imaginaram que algum dia viriam a cozinhar juntos... no Porto, em Bombarda?

João: Na verdade, não. Conhecemo-nos enquanto estudávamos — eu em Economia e a Sol em Engenharia — e os nossos planos passavam por seguir carreira nessas áreas. Cozinhar juntos, muito menos ter um restaurante no Porto, não fazia parte dos nossos planos naquele momento.

P: O reencontro no México mudou o rumo das vossas vidas. O que alterou quando decidiram construir aí uma vida conjunta?

João: Foi no México que tudo começou a ganhar forma. A Sol mudou de cidade para estar comigo e tirou um curso de cozinha mexicana numa escola muito conceituada. Foi aí que começou a desenvolver um enorme gosto pela cozinha — e que começámos a falar, pela primeira vez, da possibilidade de um dia termos um restaurante mexicano em Portugal.

P: Após quatro anos no México, partiram numa viagem de 18 meses pela América Latina. Quais foram os momentos mais marcantes dessa experiência?

João: É difícil escolher. Passámos por 17 países e praticamente todos os dias acontecia algo marcante. Mas o que mais nos ficou foram as pessoas — como uma família em Quito que nos acolheu durante um mês sem pedir nada em troca.

Sol: Também houve momentos difíceis — perdemos os travões mais do que uma vez, enfrentámos calor extremo, frio, avarias constantes. Mas tudo isso nos ensinou muito.

João: Vivíamos com o essencial — às vezes com apenas 20 litros de água para tudo. Essa simplicidade fez-nos perceber que é preciso muito pouco para ser feliz.

P: De que forma essa experiência contribuiu para a ideia de abrir um restaurante?

João: Durante a viagem ficámos em casa de vários chefs na Colômbia, Argentina e Brasil. Isso foi muito importante. Conhecíamos a cozinha mexicana, mas não tínhamos experiência de restaurante. Foi aí que começámos a perceber melhor esse mundo.


Das viagens ao Frida em Bombarda

P: Quais foram os ingredientes que definiram o conceito do restaurante?
João: Muitos dos nossos pratos têm história — alguns são pré-hispânicos, outros estão ligados à história do México. E sentimos que faz parte do nosso papel explicar isso.

Sol: Queremos que as pessoas sintam que estão a viajar, não apenas a comer. Que, por momentos, estejam no México.

“Quando vimos o espaço, em Bombarda, sentimos imediatamente que era o local certo para o restaurante Frida. A ligação à arte foi determinante.”

João: A comida, na cultura mexicana, está presente em todos os momentos da vida. É algo profundamente identitário — e isso reflete-se no que fazemos.

P: O que vos levou a escolher Bombarda para abrir o Frida?

João: Quando chegámos ao Porto, Bombarda foi uma das primeiras zonas onde procurámos. Já tínhamos o nome “Frida” e o bairro encaixava perfeitamente naquilo que imaginávamos.

Quando vimos o espaço, sentimos imediatamente que era o local certo. A ligação à arte foi determinante.

P: Como sentem que Bombarda dialoga com o espírito do restaurante?

João: Exigimos que cada prato seja uma obra de arte — mesmo sendo efémera. E essa dimensão artística liga-se muito bem com o bairro.

Ao fim de mais de 10 anos, criou-se uma relação natural: quem visita o Frida reconhece o Bairro das Artes, e quem percorre o bairro sabe que o Frida faz parte dele.

P: De que forma o bairro influencia a relação com os vossos clientes?

João: Inicialmente pensávamos que o nosso público seria sobretudo português, mas hoje recebemos muitas pessoas de fora — Holanda, Estados Unidos, França, Inglaterra…

Sol: Criam-se relações muito especiais. Há clientes que deixam desenhos, peças, memórias. Alguns tornam-se amigos.

João: E recebemos cada vez mais mexicanos — o que é muito importante para nós. Conseguir surpreendê-los, com pratos autênticos, é um grande reconhecimento.

Um negócio com identidade mexicana

P: Que desafios enfrentaram ao abrir um restaurante tão ligado à cultura mexicana em Portugal?

Sol: No início, não havia fornecedores para muitos ingredientes — nem em Portugal, nem facilmente na Europa.

João: E formar equipa também não foi fácil. Mesmo um excelente chef português não conhece a cozinha mexicana, por isso é preciso abertura para aprender.

P: O que pretendem transmitir através dos vossos pratos?

Sol: O orgulho e a paixão pela cultura mexicana. Cada prato tem identidade, história e emoção.

João: Queremos mostrar as várias dimensões da cozinha mexicana — da comida de rua à comida de família, dos pratos históricos aos contemporâneos. E que as pessoas sintam vontade de voltar.

P: Como constroem o ambiente familiar dentro do restaurante?

João: Somos exigentes, mas procuramos criar uma relação de confiança com a equipa.
Sol: Ouvimos ideias, envolvemos todos. Queremos que se sintam parte da casa.

P: O que representa Frida Kahlo para o vosso projeto?

João: O nome surgiu da nossa viagem — da Kombi Amália-Frida. Representa a ligação entre Portugal e o México. Frida Kahlo é uma figura icónica da cultura mexicana, e fazia todo o sentido para o restaurante.

Crescer sem perder identidade

P: Como mantêm vivo o espírito de descoberta e autenticidade?

João: Não é fácil — há limitações de ingredientes e custos. Mas vamos adaptando a carta, criando novos pratos e explorando possibilidades.


P: Que futuro imaginam para o Frida?

João: Queremos manter o que temos. Crescer, às vezes, pode significar perder identidade — e isso não queremos.

O foco é continuar com qualidade, autenticidade e dedicação.

No Frida, Sol e João continuam a viajar — não pelas estradas, mas pelos sabores que colocam em cada prato. Uma história que começou longe, mas que encontrou em Bombarda o lugar para continuar a ser escrita todos os dias — sempre que alguém se senta à mesa.

Contactos

Morada: Rua Adolfo Casais Monteiro, 135, Porto
Horário: Almoço: 12h30 – 15h00 | Jantar: 19h00 – 00h00
Site: Frida – Bienvenidos a su casa
Telefone: 22 606 22 86
Email: info@cocinamestiza.pt

SABER MAIS
fotografia dos convidados do podcast e do moderador, da esquerda para a direita: Miguel Ferreira, Ana Muska, João Vasconcelos
Multimédia
Podcast Bombarda - Os Novos Híbridos Criativos

Há espaços em Bombarda, que são mais do que um só - lojas que também são galerias, coworkings que se tornam palcos, hubs criativos que ligam pessoas e ideias. 

Neste episódio, mergulhamos nesse novo ecossistema de lugares híbridos que estão a redefinir a economia criativa da cidade. 

Com Miguel Ferreira (CRU Creative Hub) e Ana Muska (Circus Network), e moderação de João Vasconcelos (Canal180), a conversa percorre temas como curadoria, gestão de comunidades e o equilíbrio entre negócio e cultura. 

Entre histórias reais e desafios partilhados, emerge uma visão de futuro onde colaboração e criatividade se confundem - e onde os espaços são organismos vivos, em constante transformação. 

Porquê ouvir?  

O episódio Os Novos Híbridos Criativos acompanha a evolução de Bombarda enquanto território de experimentação, onde emergem modelos que cruzam criação, exposição e trabalho colaborativo. 

A conversa revela como estes espaços - entre loja, galeria e estúdio - promovem novas formas de colaboração, sustentabilidade e pertença, afirmando-se como peças-chave na transformação da economia criativa do bairro. 

Ouvir aqui. 



Sobre o Podcast Bombarda 

O Podcast Bombarda é uma série criada pela equipa do Bombarda Digital que dá voz a quem constrói o Quarteirão no dia a dia — entre arte, comércio e comunidade. 

Cada episódio explora diferentes dimensões deste território criativo, revelando histórias, práticas e visões que ajudam a imaginar o futuro de Bombarda. 

SABER MAIS
Convidados e moderadora do podcast, da esquerda para a direita: José Carlos Mota, Tânia Almeida Santos, Elisabete Monteiro, António Ponte
Multimédia
Podcast Bombarda - Um Bairro Real Numa Extensão Digital

Em Bombarda, o digital não substitui o território - amplia-o. 

Neste episódio, exploramos como um bairro pode integrar inovação tecnológica sem perder identidade, preservando as relações humanas que o tornam único. 

Com António Ponte (Museu Nacional Soares dos Reis), José Carlos Mota e Tânia Santos (Associação Quarteirão Criativo), e moderação de Elisabete Monteiro (Porto Digital), a conversa percorre temas como pertença, património, vizinhança e colaboração entre diferentes atores do território. 

Entre reflexões e experiências concretas, emerge uma visão de cidade onde o digital é extensão - e não substituição - da vida comunitária. 

Porquê ouvir? 

O episódio Um Bairro Real Numa Extensão Digital propõe uma reflexão sobre o equilíbrio entre comunidade, território e tecnologia num contexto de transformação digital. 

A conversa revela como Bombarda está a construir um caminho entre o real e o virtual, afirmando-se como um ecossistema vivo, inclusivo e colaborativo — onde inovação e identidade coexistem. 

Ouvir aqui.

Sobre o Podcast Bombarda 

O Podcast Bombarda é uma série criada pela equipa do Bombarda Digital que dá voz a quem constrói o Quarteirão no dia a dia — entre arte, comércio e comunidade. 

Cada episódio explora diferentes dimensões deste território criativo, revelando histórias, práticas e visões que ajudam a imaginar o futuro de Bombarda. 

SABER MAIS
Fotografia, por ordem da esquerda para a direita, de Daniel Pires, Pipa Pinto do Souto e Hélder Moura
Multimédia
Podcast Bombarda - Pequenos Negócios Contra Grandes Ameaças

No coração de Bombarda, os pequenos negócios continuam a ser muito mais do que espaços comerciais — são lugares de encontro, de cultura e de resistência. 

Neste episódio, mergulhamos nos bastidores de quem enfrenta os desafios de um território em transformação acelerada. 

Com Hélder Moura (Xau Laura) e Pipa Pinto do Souto (Viga Studios), com moderação de Daniel Pires (Maus Hábitos), a conversa percorre temas como gentrificação, turismo em massa, sustentabilidade e reinvenção dos negócios locais. 

Entre histórias reais e estratégias de adaptação, emerge uma visão de futuro onde permanecer é também um ato criativo — e onde resistir é reinventar. 

Porquê ouvir? 

O episódio Pequenos Negócios Contra Grandes Ameaças reflete sobre os desafios enfrentados pelos projetos independentes de Bombarda num contexto de mudança constante. 

A conversa revela como cafés, estúdios e lojas locais desenvolvem estratégias de resistência e adaptação, afirmando-se como núcleos fundamentais de identidade, cultura e comunidade no bairro. 

Ouvir aqui.

Sobre o Podcast Bombarda 

O Podcast Bombarda é uma série criada pela equipa do Bombarda Digital que dá voz a quem constrói o Quarteirão no dia a dia — entre arte, comércio e comunidade. 

Cada episódio explora diferentes dimensões deste território criativo, revelando histórias, práticas e visões que ajudam a imaginar o futuro de Bombarda.

SABER MAIS
Fotografia de João Vasconcelos na entrada do Canal180
Criativos
Creatives In Bombarda - João Vasconcelos

Com um percurso que cruza comunicação, estratégia e criação, o seu trabalho tem acompanhado de perto a transformação dos media e o surgimento de novas formas de produzir e distribuir cultura.

“Decidi criar o Canal 180 para aplicar tudo o que aprendi - e aprender tudo o que ainda não sei.”

P: Qual foi a visão que te guiou para criar o Canal 180 em 2011?

R: Em 2011 trabalhava na BBDO e tive o privilégio de acompanhar de perto a transformação digital na comunicação. Havia uma revolução em curso — a Web 2.0, novas dinâmicas de partilha e uma geração de criadores a emergir com ferramentas acessíveis para produzir vídeo, música e design.

Foi nesse contexto que surgiu o Canal 180, quase como um ato provocatório: lançar um canal de televisão num momento em que a televisão tradicional estava a perder relevância. O objetivo era dar voz e visibilidade a essa nova geração criativa.

P: O que consideras ser o maior privilégio da tua atividade profissional?

R: O maior privilégio é estar em contacto constante com criadores — ver ideias a nascer, acompanhar processos criativos e aprender todos os dias com pessoas talentosas.
Isso começa dentro da própria equipa do 180, que ao longo dos anos tem reunido várias gerações criativas.

P: Que motivação deu corpo a projetos como o 180 Creative Camp ou o 180 Media Lab?

R: O 180 nasceu com poucos recursos, mas com grande ambição. Desde o início tivemos criadores de todo o mundo e percebemos que não podíamos estar em todo o lado.

Decidimos então inverter a lógica: trazer os criadores até nós. Assim nasceu o 180 Creative Camp — um espaço de encontro, aprendizagem e criação colaborativa entre artistas e estudantes.

P: O que gostas de fazer quando não estás a trabalhar?

R: Gosto de viajar, fazer desporto e consumir cultura — ver, ouvir e descobrir coisas novas é essencial para manter o olhar curioso.

P: Porque decidiram sediar o Canal 180 em Bombarda?

R: Depois de vários anos no UPTEC, quisemos dar um novo passo e ter um espaço próprio.

Bombarda foi uma escolha natural — um bairro artístico, cheio de energia criativa. Queríamos uma presença física e uma “montra” aberta para a rua. Foi assim que nasceu a Galeria 9:16, em parceria com os FAHR.

Portefólio

O Canal 180 desenvolve projetos que cruzam produção audiovisual, curadoria e experimentação artística, trabalhando com criadores nacionais e internacionais.

Série: Diretor ID
“Director ID” é uma série documental do Canal 180 em que realizadores criam autorretratos audiovisuais, revelando o seu olhar e processo criativo. Uma exploração pessoal da identidade através da câmara.\

Evento: 180 Creative Camp
Evento anual de criação colaborativa realizado em Abrantes, que reúne artistas de vários países e disciplinas — design, arquitetura, animação, cinema, fotografia e mais.

Projeto: Novos Ativistas da Cultura Europeia
Série documental de sete episódios sobre o futuro da cultura europeia. Produzida pelo Canal 180 em colaboração com o projeto We Are Europe.

Live no escritório Canal 180
A multi-instrumentista Annie Clark, mais conhecida por St. Vincent, tocou "Cruel" ao vivo no escritório do Canal180, numa nova sessão filmada a 360 graus. Trata-se de um dos temas do seu disco mais recente "Strange Mercy".

Como colaborar

O Canal 180 funciona como uma plataforma criativa e estúdio de produção, desenvolvendo conteúdos audiovisuais para marcas, instituições culturais e agências.

Produz filmes, campanhas e projetos visuais, colaborando também em iniciativas artísticas, curatoriais e festivais.

Contactos
Email - info@canal180.pt 
Morada - Rua Miguel Bombarda 425, Porto
Website
Instagram
LinkedIn

SABER MAIS
Showing 1 to 6 of 17