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Creatives In Bombarda - Hema Kasi-Patel
Hema Kasi-Patel, fundadora da Alma Nova Porto, cruza design, sustentabilidade e trabalho manual na transformação de mobiliário em segunda mão em peças únicas e contemporâneas.
"Mais do que restauro, dou nova vida a histórias antigas."
O seu trabalho parte de uma intenção clara: desafiar a ideia de que o “novo” é sempre melhor, valorizando o potencial e a história dos materiais existentes.
Cada peça nasce do que já existe, sendo cuidadosamente reinterpretada com atenção ao detalhe, propósito e durabilidade. Através da reutilização de materiais, desenvolve projetos à medida que combinam sensibilidade estética com responsabilidade ambiental.
Mais do que restaurar, a sua prática procura dar nova vida a histórias antigas — transformando objetos descartados em peças com significado e continuidade.
P: Como começou o teu percurso na área de restauro e customização de mobiliário?
R: O meu percurso começou numa fase difícil da minha vida — tinha acabado de perder o emprego e a pandemia estava a começar.
Precisava de me manter ativa e sentir que ainda tinha um propósito. Ver objetos descartados nos contentores fez-me perceber que podia juntar duas coisas que sempre valorizei: cuidar do ambiente e libertar a criatividade.
P: Como descreves o teu processo criativo?
R: Não sigo um processo fixo, porque cada peça tem a sua própria história.
Antes de começar, observo a sua condição, estilo e potencial. Quero sempre destacar o melhor de cada peça — melhorando-a sem perder a sua essência.
P: Como imaginas a evolução do teu trabalho nos próximos anos?
R: Vejo a Alma Nova Porto como uma marca pioneira e inspiradora no design de mobiliário reutilizado — uma referência no Porto e em todo o país.
P: Que impacto gostarias de alcançar com o teu trabalho?
R: Quero ajudar a mudar o estigma em torno do mobiliário em segunda mão.
Muitas pessoas ainda o veem como algo inferior, quando, na verdade, muitas dessas peças têm história, carácter e são feitas com materiais de alta qualidade.
As minhas criações são personalizadas, únicas e feitas à mão com carinho — e acredito que isso faz toda a diferença.
P: Que razões te levaram a sediar o teu atelier em Bombarda?
R: Devido à natureza do meu trabalho, era essencial ter um atelier funcional com alguma área exterior.
Muitas opções estavam fora do meu orçamento, até que encontrei este espaço. Apesar de não ter acesso direto à rua, está situado no coração do bairro artístico — uma zona que conheço bem e com a qual me identifico profundamente.
Portefólio
Todos os artigos apresentados resultam da transformação de peças originais em segunda mão, redesenhadas através de processos sustentáveis e de criação manual.
Como colaborar
Para além de redesenhar e vender peças únicas, a Alma Nova Porto oferece uma gama de serviços personalizados — desde consultas presenciais até apoio na procura da peça certa para cada casa.
Caso já exista um móvel a renovar, o trabalho é desenvolvido em conjunto com o cliente, transformando-o de acordo com o seu gosto e a sua história.
Dinamiza também workshops criativos e está aberta a colaborações com pessoas e organizações que partilham a mesma visão: sustentabilidade, reutilização e design com propósito.
Podcast Bombarda - Manual de Sobrevivência Digital para Criativos
Ser criativo, em alguns espaços de Bombarda, hoje, implica navegar entre o fazer artístico e as exigências do mundo digital.
Neste episódio, exploramos como artistas e empreendedores equilibram criação, comunicação e tecnologia num contexto cada vez mais exigente.
Com Ana Pina (Tincal Lab) e Ana Freitas (Coletivo Besta), e moderação de Patrícia Soares da Costa, a conversa percorre temas como websites, storytelling, redes sociais, inteligência artificial e chatbots — ferramentas que moldam o quotidiano criativo contemporâneo.
Entre aprendizagens, desafios e estratégias, emerge uma visão prática e honesta sobre o que significa criar no século XXI — onde o digital não substitui, mas amplia o processo criativo.
Porquê ouvir?
O episódio Manual de Sobrevivência Digital para Criativos propõe uma reflexão sobre o equilíbrio entre criação artística e presença digital num contexto cada vez mais tecnológico.
A conversa revela como os criativos de Bombarda transformam a tecnologia em aliada, encontrando formas de comunicar, vender e crescer sem perder identidade — um verdadeiro guia de sobrevivência para quem cria hoje.
O Podcast Bombarda é uma série criada pela equipa do Bombarda Digital que dá voz a quem constrói o Quarteirão no dia a dia — entre arte, comércio e comunidade.
Cada episódio explora diferentes dimensões deste território criativo, revelando histórias, práticas e visões que ajudam a imaginar o futuro de Bombarda.
Sol e João: o México que encontrou casa em Bombarda
No Frida, não se vai apenas jantar. Entra-se numa casa onde a comida é memória, celebração e identidade. Um lugar onde a tradição mexicana é vivida com rigor, mas também com emoção — e onde Bombarda surge como o cenário natural para esta narrativa.
“Há um compromisso em fazer com que cada prato tenha uma beleza própria e seja, em si mesmo, uma criação artística.”
Do primeiro encontro à construção de uma vida em comum
P: A vossa primeira ligação aconteceu enquanto estudantes Erasmus na Polónia. Quando se conheceram imaginaram que algum dia viriam a cozinhar juntos... no Porto, em Bombarda?
João: Na verdade, não. Conhecemo-nos enquanto estudávamos — eu em Economia e a Sol em Engenharia — e os nossos planos passavam por seguir carreira nessas áreas. Cozinhar juntos, muito menos ter um restaurante no Porto, não fazia parte dos nossos planos naquele momento.
P: O reencontro no México mudou o rumo das vossas vidas. O que alterou quando decidiram construir aí uma vida conjunta?
João: Foi no México que tudo começou a ganhar forma. A Sol mudou de cidade para estar comigo e tirou um curso de cozinha mexicana numa escola muito conceituada. Foi aí que começou a desenvolver um enorme gosto pela cozinha — e que começámos a falar, pela primeira vez, da possibilidade de um dia termos um restaurante mexicano em Portugal.
P: Após quatro anos no México, partiram numa viagem de 18 meses pela América Latina. Quais foram os momentos mais marcantes dessa experiência?
João: É difícil escolher. Passámos por 17 países e praticamente todos os dias acontecia algo marcante. Mas o que mais nos ficou foram as pessoas — como uma família em Quito que nos acolheu durante um mês sem pedir nada em troca.
Sol: Também houve momentos difíceis — perdemos os travões mais do que uma vez, enfrentámos calor extremo, frio, avarias constantes. Mas tudo isso nos ensinou muito.
João: Vivíamos com o essencial — às vezes com apenas 20 litros de água para tudo. Essa simplicidade fez-nos perceber que é preciso muito pouco para ser feliz.
P: De que forma essa experiência contribuiu para a ideia de abrir um restaurante?
João: Durante a viagem ficámos em casa de vários chefs na Colômbia, Argentina e Brasil. Isso foi muito importante. Conhecíamos a cozinha mexicana, mas não tínhamos experiência de restaurante. Foi aí que começámos a perceber melhor esse mundo.
Das viagens ao Frida em Bombarda
P: Quais foram os ingredientes que definiram o conceito do restaurante? João: Muitos dos nossos pratos têm história — alguns são pré-hispânicos, outros estão ligados à história do México. E sentimos que faz parte do nosso papel explicar isso.
Sol: Queremos que as pessoas sintam que estão a viajar, não apenas a comer. Que, por momentos, estejam no México.
“Quando vimos o espaço, em Bombarda, sentimos imediatamente que era o local certo para o restaurante Frida. A ligação à arte foi determinante.”
João: A comida, na cultura mexicana, está presente em todos os momentos da vida. É algo profundamente identitário — e isso reflete-se no que fazemos.
P: O que vos levou a escolher Bombarda para abrir o Frida?
João: Quando chegámos ao Porto, Bombarda foi uma das primeiras zonas onde procurámos. Já tínhamos o nome “Frida” e o bairro encaixava perfeitamente naquilo que imaginávamos.
Quando vimos o espaço, sentimos imediatamente que era o local certo. A ligação à arte foi determinante.
P: Como sentem que Bombarda dialoga com o espírito do restaurante?
João: Exigimos que cada prato seja uma obra de arte — mesmo sendo efémera. E essa dimensão artística liga-se muito bem com o bairro.
Ao fim de mais de 10 anos, criou-se uma relação natural: quem visita o Frida reconhece o Bairro das Artes, e quem percorre o bairro sabe que o Frida faz parte dele.
P: De que forma o bairro influencia a relação com os vossos clientes?
João: Inicialmente pensávamos que o nosso público seria sobretudo português, mas hoje recebemos muitas pessoas de fora — Holanda, Estados Unidos, França, Inglaterra…
Sol: Criam-se relações muito especiais. Há clientes que deixam desenhos, peças, memórias. Alguns tornam-se amigos.
João: E recebemos cada vez mais mexicanos — o que é muito importante para nós. Conseguir surpreendê-los, com pratos autênticos, é um grande reconhecimento.
Um negócio com identidade mexicana
P: Que desafios enfrentaram ao abrir um restaurante tão ligado à cultura mexicana em Portugal?
Sol: No início, não havia fornecedores para muitos ingredientes — nem em Portugal, nem facilmente na Europa.
João: E formar equipa também não foi fácil. Mesmo um excelente chef português não conhece a cozinha mexicana, por isso é preciso abertura para aprender.
P: O que pretendem transmitir através dos vossos pratos?
Sol: O orgulho e a paixão pela cultura mexicana. Cada prato tem identidade, história e emoção.
João: Queremos mostrar as várias dimensões da cozinha mexicana — da comida de rua à comida de família, dos pratos históricos aos contemporâneos. E que as pessoas sintam vontade de voltar.
P: Como constroem o ambiente familiar dentro do restaurante?
João: Somos exigentes, mas procuramos criar uma relação de confiança com a equipa. Sol: Ouvimos ideias, envolvemos todos. Queremos que se sintam parte da casa.
P: O que representa Frida Kahlo para o vosso projeto?
João: O nome surgiu da nossa viagem — da Kombi Amália-Frida. Representa a ligação entre Portugal e o México. Frida Kahlo é uma figura icónica da cultura mexicana, e fazia todo o sentido para o restaurante.
Crescer sem perder identidade
P: Como mantêm vivo o espírito de descoberta e autenticidade?
João: Não é fácil — há limitações de ingredientes e custos. Mas vamos adaptando a carta, criando novos pratos e explorando possibilidades.
P: Que futuro imaginam para o Frida?
João: Queremos manter o que temos. Crescer, às vezes, pode significar perder identidade — e isso não queremos.
O foco é continuar com qualidade, autenticidade e dedicação.
No Frida, Sol e João continuam a viajar — não pelas estradas, mas pelos sabores que colocam em cada prato. Uma história que começou longe, mas que encontrou em Bombarda o lugar para continuar a ser escrita todos os dias — sempre que alguém se senta à mesa.
Contactos
Morada: Rua Adolfo Casais Monteiro, 135, Porto Horário: Almoço: 12h30 – 15h00 | Jantar: 19h00 – 00h00 Site: Frida – Bienvenidos a su casa Telefone: 22 606 22 86 Email: info@cocinamestiza.pt
Há espaços em Bombarda, que são mais do que um só - lojas que também são galerias, coworkings que se tornam palcos, hubs criativos que ligam pessoas e ideias.
Neste episódio, mergulhamos nesse novo ecossistema de lugares híbridos que estão a redefinir a economia criativa da cidade.
Com Miguel Ferreira (CRU Creative Hub) e Ana Muska (Circus Network), e moderação de João Vasconcelos (Canal180), a conversa percorre temas como curadoria, gestão de comunidades e o equilíbrio entre negócio e cultura.
Entre histórias reais e desafios partilhados, emerge uma visão de futuro onde colaboração e criatividade se confundem - e onde os espaços são organismos vivos, em constante transformação.
Porquê ouvir?
O episódio Os Novos Híbridos Criativos acompanha a evolução de Bombarda enquanto território de experimentação, onde emergem modelos que cruzam criação, exposição e trabalho colaborativo.
A conversa revela como estes espaços - entre loja, galeria e estúdio - promovem novas formas de colaboração, sustentabilidade e pertença, afirmando-se como peças-chave na transformação da economia criativa do bairro.
O Podcast Bombarda é uma série criada pela equipa do Bombarda Digital que dá voz a quem constrói o Quarteirão no dia a dia — entre arte, comércio e comunidade.
Cada episódio explora diferentes dimensões deste território criativo, revelando histórias, práticas e visões que ajudam a imaginar o futuro de Bombarda.
Podcast Bombarda - Um Bairro Real Numa Extensão Digital
Em Bombarda, o digital não substitui o território - amplia-o.
Neste episódio, exploramos como um bairro pode integrar inovação tecnológica sem perder identidade, preservando as relações humanas que o tornam único.
Com António Ponte (Museu Nacional Soares dos Reis), José Carlos Mota e Tânia Santos (Associação Quarteirão Criativo), e moderação de Elisabete Monteiro (Porto Digital), a conversa percorre temas como pertença, património, vizinhança e colaboração entre diferentes atores do território.
Entre reflexões e experiências concretas, emerge uma visão de cidade onde o digital é extensão - e não substituição - da vida comunitária.
Porquê ouvir?
O episódio Um Bairro Real Numa Extensão Digital propõe uma reflexão sobre o equilíbrio entre comunidade, território e tecnologia num contexto de transformação digital.
A conversa revela como Bombarda está a construir um caminho entre o real e o virtual, afirmando-se como um ecossistema vivo, inclusivo e colaborativo — onde inovação e identidade coexistem.
O Podcast Bombarda é uma série criada pela equipa do Bombarda Digital que dá voz a quem constrói o Quarteirão no dia a dia — entre arte, comércio e comunidade.
Cada episódio explora diferentes dimensões deste território criativo, revelando histórias, práticas e visões que ajudam a imaginar o futuro de Bombarda.
Podcast Bombarda - Pequenos Negócios Contra Grandes Ameaças
No coração de Bombarda, os pequenos negócios continuam a ser muito mais do que espaços comerciais — são lugares de encontro, de cultura e de resistência.
Neste episódio, mergulhamos nos bastidores de quem enfrenta os desafios de um território em transformação acelerada.
Com Hélder Moura (Xau Laura) e Pipa Pinto do Souto (Viga Studios), com moderação de Daniel Pires (Maus Hábitos), a conversa percorre temas como gentrificação, turismo em massa, sustentabilidade e reinvenção dos negócios locais.
Entre histórias reais e estratégias de adaptação, emerge uma visão de futuro onde permanecer é também um ato criativo — e onde resistir é reinventar.
Porquê ouvir?
O episódio Pequenos Negócios Contra Grandes Ameaças reflete sobre os desafios enfrentados pelos projetos independentes de Bombarda num contexto de mudança constante.
A conversa revela como cafés, estúdios e lojas locais desenvolvem estratégias de resistência e adaptação, afirmando-se como núcleos fundamentais de identidade, cultura e comunidade no bairro.
O Podcast Bombarda é uma série criada pela equipa do Bombarda Digital que dá voz a quem constrói o Quarteirão no dia a dia — entre arte, comércio e comunidade.
Cada episódio explora diferentes dimensões deste território criativo, revelando histórias, práticas e visões que ajudam a imaginar o futuro de Bombarda.
Com um percurso que cruza comunicação, estratégia e criação, o seu trabalho tem acompanhado de perto a transformação dos media e o surgimento de novas formas de produzir e distribuir cultura.
“Decidi criar o Canal 180 para aplicar tudo o que aprendi - e aprender tudo o que ainda não sei.”
P: Qual foi a visão que te guiou para criar o Canal 180 em 2011?
R: Em 2011 trabalhava na BBDO e tive o privilégio de acompanhar de perto a transformação digital na comunicação. Havia uma revolução em curso — a Web 2.0, novas dinâmicas de partilha e uma geração de criadores a emergir com ferramentas acessíveis para produzir vídeo, música e design.
Foi nesse contexto que surgiu o Canal 180, quase como um ato provocatório: lançar um canal de televisão num momento em que a televisão tradicional estava a perder relevância. O objetivo era dar voz e visibilidade a essa nova geração criativa.
P: O que consideras ser o maior privilégio da tua atividade profissional?
R: O maior privilégio é estar em contacto constante com criadores — ver ideias a nascer, acompanhar processos criativos e aprender todos os dias com pessoas talentosas. Isso começa dentro da própria equipa do 180, que ao longo dos anos tem reunido várias gerações criativas.
P: Que motivação deu corpo a projetos como o 180 Creative Camp ou o 180 Media Lab?
R: O 180 nasceu com poucos recursos, mas com grande ambição. Desde o início tivemos criadores de todo o mundo e percebemos que não podíamos estar em todo o lado.
Decidimos então inverter a lógica: trazer os criadores até nós. Assim nasceu o 180 Creative Camp — um espaço de encontro, aprendizagem e criação colaborativa entre artistas e estudantes.
P: O que gostas de fazer quando não estás a trabalhar?
R: Gosto de viajar, fazer desporto e consumir cultura — ver, ouvir e descobrir coisas novas é essencial para manter o olhar curioso.
P: Porque decidiram sediar o Canal 180 em Bombarda?
R: Depois de vários anos no UPTEC, quisemos dar um novo passo e ter um espaço próprio.
Bombarda foi uma escolha natural — um bairro artístico, cheio de energia criativa. Queríamos uma presença física e uma “montra” aberta para a rua. Foi assim que nasceu a Galeria 9:16, em parceria com os FAHR.
Portefólio
O Canal 180 desenvolve projetos que cruzam produção audiovisual, curadoria e experimentação artística, trabalhando com criadores nacionais e internacionais.
Série: Diretor ID “Director ID” é uma série documental do Canal 180 em que realizadores criam autorretratos audiovisuais, revelando o seu olhar e processo criativo. Uma exploração pessoal da identidade através da câmara.\
Evento: 180 Creative Camp Evento anual de criação colaborativa realizado em Abrantes, que reúne artistas de vários países e disciplinas — design, arquitetura, animação, cinema, fotografia e mais.
Projeto: Novos Ativistas da Cultura Europeia Série documental de sete episódios sobre o futuro da cultura europeia. Produzida pelo Canal 180 em colaboração com o projeto We Are Europe.
Live no escritório Canal 180 A multi-instrumentista Annie Clark, mais conhecida por St. Vincent, tocou "Cruel" ao vivo no escritório do Canal180, numa nova sessão filmada a 360 graus. Trata-se de um dos temas do seu disco mais recente "Strange Mercy".
Como colaborar
O Canal 180 funciona como uma plataforma criativa e estúdio de produção, desenvolvendo conteúdos audiovisuais para marcas, instituições culturais e agências.
Produz filmes, campanhas e projetos visuais, colaborando também em iniciativas artísticas, curatoriais e festivais.