Com formação em Engenharia e Arquitetura Paisagista, José Pedro encontrou na arte floral uma extensão natural de um percurso há muito ligado à paisagem e à botânica.
Entre referências orientais, modernismo, tropicalismo e uma relação próxima com o território, constrói uma linguagem própria onde emoção, espontaneidade e pragmatismo convivem - sempre com espaço para a surpresa.
“Procuro novas formas de expressar a beleza e o mistério das plantas.” - Azuma Makoto
P: Como começou o teu percurso criativo e o que te levou a trabalhar com flores e decoração?
R: Acho que tudo parte de um mero acaso e de muitas tentativas e erros. No âmbito da minha atividade como paisagista e agricultor, os clientes começaram a pedir alguns trabalhos de arte floral. Aquilo que inicialmente era um complemento acabou por se tornar algo mais sério.
Depois veio o casamento da minha irmã, onde tive liberdade total para criar algo diferente: um bouquet feito a partir de madeiras tratadas pelo sol, frutos verdes e flores outonais.
P: Tens alguma formação ou experiência que tenha marcado a tua prática e o teu olhar sobre o design floral?
R: A minha formação base em Engenharia e Arquitetura Paisagista foi fundamental para criar uma estética aliada à emoção e aos produtos da época, com uma pitada de pragmatismo e racionalidade.
O resto aprimora-se com muito trabalho e prática. Por vezes, trabalhar sob pressão também ajuda bastante — torna-nos resilientes e focados.
P: Quais são as tuas principais fontes de inspiração — natureza, arte, moda, arquitetura?
R: Como referi anteriormente, há as influências do Oriente, o fascínio pela cultura árabe, o mar e a paisagem da Ria de Aveiro.
Depois há a arquitetura, os movimentos modernistas e o tropicalismo, onde encontro um exotismo essencial para o meu trabalho. Roberto Burle Marx, Luís Barragán e o nosso Gonçalo Ribeiro Telles são algumas das minhas referências — pilares na criação de uma estética tropical, autóctone e simplista.
“Menos é mais” é o meu novo mantra diário.
P: Há alguma técnica, linguagem ou tendência que estejas particularmente entusiasmado em explorar nos próximos tempos?
R: Para além do minimalismo japonês, encontro uma grande praticidade nos nórdicos — sou fã dos estilistas belgas e holandeses — e fascina-me a arte criada pelos movimentos modernistas alemães.
E depois há a exuberância da América Latina. Como não amar as cores do México, os cheiros da culinária venezuelana ou a flora amazónica?
Os antípodas são a nova tendência desta década…
P: O que significa para ti o bairro de Miguel Bombarda? Lembras-te da primeira vez que o visitaste?
R: Sou frequentador de Bombarda desde 1995. São 30 anos a conviver e a descobrir um quarteirão vibrante e cheio de histórias hilariantes.
Para mim, o sucesso de Bombarda assenta em três pilares fundamentais.
Primeiro, Bombarda é feminina. As mulheres são o coração do bairro. São elas que levam isto para a frente; a sua determinação e força de vontade são fundamentais para que este projeto cresça e dê frutos.
Fala-se muito de empoderamento feminino, mas em Bombarda sempre houve e sempre haverá “pelo na venta” no feminino.
“Penso que Bombarda é o cavalo de Troia da cidade do Porto.”
Segundo, Bombarda é como um restaurante Michelin de três estrelas onde se fazem omeletes - as mais deliciosas e delicadas - sem ovos. Aqui, tudo se faz com muito trabalho e dedicação, sem grandes apoios, mas com a ajuda de todos.
É um bairro muito unido e ninguém é esquecido.
E, por fim, penso que Bombarda é o cavalo de Troia da cidade do Porto. Bombarda existe para provocar. Em Lisboa, temos um Bombarda como hospital psiquiátrico; no Porto, temos um conjunto de “maluquinhos” que fazem e acontecem na cidade. Sempre tive a ideia de que a elite cultural lisboeta invejou e almejou ter um Bombarda no Porto. Não é por nada, mas quando temos clientes — bem-queridos e fantásticos — de Lisboa no nosso espaço, perguntam sempre porque não há uma loja destas na capital.
Portefólio
A prática do Violetas Creative Studio parte da botânica para criar composições onde flores, folhagens, frutos, texturas e outros elementos naturais se transformam em matéria de criação.
Entre design floral, decoração e eventos, cada projeto procura estabelecer uma relação próxima com o lugar, o momento e as pessoas, privilegiando a sazonalidade, a sensibilidade e a singularidade dos materiais.
Decoração de Casamentos e Eventos Sociais
Arranjos florais e styling para casamentos e eventos sociais, incluindo decoração, arte floral, desenho e ilustração.
Decoração Floral com peças de cerâmica
Composição floral e peça decorativa — Violetas Creative Studio. (Decoração para espaços interiores, com flores secas e cerâmica artística.)
Luminárias Artesanais
Luminária artesanal criada no Violetas Creative Studio. (Peça desenvolvida à mão, com foco em textura, luz e ambiente.)
Arranjos Florais Personalizados
Bouquets e arranjos artesanais criados pelo Violetas Creative Studio. (Composições florais feitas à mão, adaptadas ao estilo e ocasião de cada cliente.)
Como colaborar
O Violetas Creative Studio é um espaço dedicado à arte, à botânica, às sensações e aos afetos.
Atualmente, desenvolve projetos completos para eventos sociais e casamentos, abrangendo decoração, arte floral, desenho e ilustração, com propostas concebidas de forma personalizada para cada contexto.
Para conhecer o trabalho do Violetas Creative Studio, propor uma colaboração ou solicitar um projeto personalizado, basta entrar em contacto diretamente com o atelier.
Contactos
Instagram: @violetas_creativestudio
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Telefone: +351 912 250 599